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Construindo Identidade

  • Foto do escritor: Maíra Araujo
    Maíra Araujo
  • 15 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 20 de mai. de 2025

Sempre tentaram me encaixar em um padrão. Como mulher negra, me disseram que eu precisava falar baixo, ser educada, me comportar, não rir muito alto, pensar muito antes de falar. Coincidentemente, era o oposto da mulher que mais amo no mundo: minha mãe.

Influenciada por uma “madrinha” branca, patroa da minha mãe, frequentei alguns bons lugares, bons condomínios. Na infância, eu não entendia por que eu e os empregados éramos as únicas pessoas de pele preta naquele ambiente.

Essa narrativa me moldou. Me tornei o que a branquitude mais valoriza: uma pessoa preta silenciada, envergonhada, que fala baixo, não chama atenção e tem medo de fazer perguntas.

Mas, com o tempo, fui descobrindo que a verdadeira beleza está em se sentir bem sendo você mesma. Com muita terapia (um grande aplauso para todas as psicólogas pretas e incríveis que acolhem nossas histórias!), fui me conhecendo. Descobri meus gostos, meus sonhos e, principalmente, quem eu quero ser.

Prazer meu nome é Maíra Araújo, sou uma arquiteta negra, baiana, de 25 anos que ama livros, ama cores e acredita no poder de ocupar espaços. E este primeiro post é meu grito:não sou mais uma voz silenciada.

Viva a IDENTIDADE! Viva as nossas histórias! ✊🏾✨




 
 
 

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